as razões que me levaram a comprá-lo foram simples: relativamente pequeno,com uma estória que parecia interessante, e escrito por um autor (uma co-autoria de Bioy Casares com a sua esposa Silvina Ocampo) que aprecio e cujo mérito foi reconhecido com a atribuição do Prémio Cervantes de 1990.
Silvina Ocampo, Adolfo Bioy Casares; Quem Ama, Odeia
(Los que aman, odian, 1946)
Oficina do Livro, 2009
ISBN: 978-989-555-473-7
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Mais uma vez, fui traído por uma abordagem ligeira ao texto, como se não conhecesse a forma e o conteúdo de outros textos de Bioy Casares. Mais uma vez, não parece tratar-se de um romance, mas de uma novela - em termos puramente materiais.
No entanto, desta vez, decidi manter a leitura ligeira para simples deleite com a trama urdida e a linguagem empregue. De facto, ao ter reservado a leitura para viagens de autocarro, onde a concentração não é permitida ao nível que aprecio, sabia que corria o risco de não conseguir a leitura aprofundada que se exigia. O que foi bom.
O livro continua por perto. Haverá releitura porque é merecida, e também porque mais cuidado levará a aperceber de mais alguns dos deliciosos pormenores que não pude apreciar na totalidade durante a primeira abordagem.
...e, porque mesmo sendo um texto curto, a seu qualidade justificaria - sempre - uma releitura. Nem que fosse por mero prazer.

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