de entre as razões que me levaram a comprar o livro para ler, a mais importante não é a de se tratar de autor galardoado com o prémio Nobel da Literatura de 1968, mas sim as de a capa representar um grou de papel, e da cor ter a tonalidade quente do sol.Yasunari Kawabata; mil grous
(Sembazuru, 1952)Publicações Dom Quixote, Agosto de 2009
ISBN: 978-972-20-3609-2
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A leitura inicial, despreocupada, atraiçoou-me. Dei por mim a recomeçar a leitura já com a ajuda de lápis e papel para identificar pelo nome cada uma das personagens. A alternância entre o nome próprio e o nome de família dos vários intervenientes, todos apresentadas numa cadência rápida e intrincada, obrigou a uma concentração que não julgava necessária, mas serviu de preparação para a trama que se lhe seguia.
Nâo acho que se trate de um romance, mas sim de uma novela - não apenas pelo tamanho da obra, mas também pela estrutura no tempo e no espaço que, mesmo com referências e ligações a passados associados a eventos daquele presente narrado, acaba por ser linear.
A tradução apresenta pelo menos duas falhas que, permitindo reconhecer o que se pretendia de facto escrever, perturbam a fluidez da leitura e retiram algum prazer à mesma, contribuindo tambem para isso um ou dois termos que parecem neologismos desnecessários. Talvez seja apenas defeito meu, ter reparado nisso.
No entanto, é uma obra que cativa não apenas pela forma dramática como as relações se desenrolam como também por ambiências descritas de uma forma tão delicada como aguarelas.
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