segunda-feira, 3 de maio de 2010

requisição de circunstância 002

Os tempos não estão fáceis para muita gente. Por essa razão, e de acordo com o adágio anglo-saxónico "desperate times call for desperate measures" (aparentemente com origem no latim, extremis malis extrema remedia), há cada vez mais gente a recorrer ao instituto da insolvência para encontrar uma saída para as situações (por vezes dramáticas) em que se deixaram cair.

Só tive acesso à primeira edição. Como já está desactualizada, é possível que tenha de adquirir a edição mais recente. Por essa razão, aqui ficam as referências de ambas.

Catarina Serra;
O Novo Regime Português da Insolvência - Uma Introdução 3ª Ed.
Almedina, Coimbra, 2008
ISBN: 978-972-40-3600-7 (3ª Ed. 2008)
ISBN: 978-972-40-2291-9 (1ª Ed. 2004)
Almedina
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quinta-feira, 29 de abril de 2010

requisição de circunstância 001

A palavra é uma ferramenta de trabalho em muitas profissões. (Não é à toa que um anúncio que é agora passado nas televisões associa o uso da palavra ao exercício do direito.) No entanto, conheço poucos manuais que encaminhem o utilizador da palavra no sentido de procurar aperfeiçoar o seu uso.

Apesar de ainda não lhe ter dado a atenção merecida, a expectativa é grande.

Será uma consulta lenta, pois vou tentar acompanhar este estudo com uma revisão de conhecimentos genérica.

Maria Luísa Malato, Paulo Ferreira da Cunha;
Manual de Retórica & Direito
Quid Juris, Lisboa, 2007
ISBN: 978-972-724-331-0
Quid Juris
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Almedina

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

aquisições para consumo imediato 15

foi adquirido para leitura e vai cumprir a sua função comigo até ao final do dia de hoje.

com esta aquisição, fico na posse de todas as obras de Luis Sepúlveda traduzidas para português, com excepção de "Os Piores Contos dos Irmãos Grimm". é a confissão de um "viciado", sem que saiba porque razão aprecio as pequenas (ou grandes) estórias contadas - em tom de crónica, em tom de conto, em tom de novela.

Luis Sepúlveda, A Lâmpada de Aladino
(La Lámpara de Aladino, 2008)
Porto Editora, Novembro de 2008 (3.ª Ed.)
ISBN: 978-972-0-04183-8
Porto Editora

Um conjunto de relatos intimistas que transportam o leitor para outros lugares e outros tempos com a sensibilidade muito própria do autor.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

aquisições para consumo imediato 14

foi adquirido para leitura e já cumpriu a sua função comigo.

as razões que me levaram a comprá-lo foram simples: relativamente pequeno,com uma estória que parecia interessante, e escrito por um autor (uma co-autoria de Bioy Casares com a sua esposa Silvina Ocampo) que aprecio e cujo mérito foi reconhecido com a atribuição do Prémio Cervantes de 1990.

Silvina Ocampo, Adolfo Bioy Casares; Quem Ama, Odeia
(Los que aman, odian, 1946)
Oficina do Livro, 2009
ISBN: 978-989-555-473-7
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Mais uma vez, fui traído por uma abordagem ligeira ao texto, como se não conhecesse a forma e o conteúdo de outros textos de Bioy Casares. Mais uma vez, não parece tratar-se de um romance, mas de uma novela - em termos puramente materiais.

No entanto, desta vez, decidi manter a leitura ligeira para simples deleite com a trama urdida e a linguagem empregue. De facto, ao ter reservado a leitura para viagens de autocarro, onde a concentração não é permitida ao nível que aprecio, sabia que corria o risco de não conseguir a leitura aprofundada que se exigia. O que foi bom.

O livro continua por perto. Haverá releitura porque é merecida, e também porque mais cuidado levará a aperceber de mais alguns dos deliciosos pormenores que não pude apreciar na totalidade durante a primeira abordagem.

...e, porque mesmo sendo um texto curto, a seu qualidade justificaria - sempre - uma releitura. Nem que fosse por mero prazer.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

DVDs 03

Battlestar Galactica

foi uma sede terrível. não sei como teve início, mas sei como terminou - com o visionamento quase compulsivo dos últimos episódios da série 4. terminou com uma sensação de... "é o fim". algo que não é comum nestas séries que obtém êxito e se vêm obrigadas a sustentar os fãs por mais uma temporada que nem estava prevista.


não é uma série fácil. troca os efeitos especiais espectaculares por análises cada vez mais intrincadas de cada drama de personagem, ou de aspectos específicos de uma única personagem. não é tanto ficção científica quanto política. ficção antropológica, até, se é que tal é possível.

seria fácil atribuir a esta série um carácter messiânico. talvez a personagem Gaius Baltar, um "messias" no sentido mítico da palavra, seja um dos argumentistas: uma personagem que transforma a sua realidade numa obra ficcionada...

a densidade e complexidade das situações e dos personagens pode tornar-se extenuante para quem não seja um seguidor fiel da série. no entanto, alguns episódios servem para compensar outros - alternando densidade e complexidade com acção pura e (e)feitos gloriosos.

aquisições para consumo imediato 13

foi adquirido para leitura, e já foi "consumido".

de entre as razões que me levaram a comprar o livro para ler, a mais importante não é a de se tratar de autor galardoado com o prémio Nobel da Literatura de 1968, mas sim as de a capa representar um grou de papel, e da cor ter a tonalidade quente do sol.

Yasunari Kawabata; mil grous
(Sembazuru, 1952)
Publicações Dom Quixote, Agosto de 2009
ISBN: 978-972-20-3609-2
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A leitura inicial, despreocupada, atraiçoou-me. Dei por mim a recomeçar a leitura já com a ajuda de lápis e papel para identificar pelo nome cada uma das personagens. A alternância entre o nome próprio e o nome de família dos vários intervenientes, todos apresentadas numa cadência rápida e intrincada, obrigou a uma concentração que não julgava necessária, mas serviu de preparação para a trama que se lhe seguia.

Nâo acho que se trate de um romance, mas sim de uma novela - não apenas pelo tamanho da obra, mas também pela estrutura no tempo e no espaço que, mesmo com referências e ligações a passados associados a eventos daquele presente narrado, acaba por ser linear.

A tradução apresenta pelo menos duas falhas que, permitindo reconhecer o que se pretendia de facto escrever, perturbam a fluidez da leitura e retiram algum prazer à mesma, contribuindo tambem para isso um ou dois termos que parecem neologismos desnecessários. Talvez seja apenas defeito meu, ter reparado nisso.

No entanto, é uma obra que cativa não apenas pela forma dramática como as relações se desenrolam como também por ambiências descritas de uma forma tão delicada como aguarelas.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

aquisições para consumo imediato 12

Hugh Laurie; The Gun Seller
Arrow Books, 2004
ISBN: 978-0-09-946939-1
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